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terça-feira, 2 de junho de 2015

Quais sãos as disciplinas essenciais do pensamento psicológico?



Ao entrar em uma universidade de Psicologia provavelmente o estudante se surpreenderá com a grande quantidade de matérias, dos mais variados tipos, a serem cursadas. Normal! Isso se deve à própria extensão de nossa ciências, sua pluralidade e dispersão. Durante os cinco anos de formação na graduação, o estudante terá, basicamente, dois tipos de formação: uma de base e uma mais específica.

A formação de base é aquela responsável por fornecer os princípios básicos da psicologia para que o estudante possa aplicá-la aos diferentes campos do conhecimento ou áreas de atuação do psicólogo, ou seja, é o “grosso” da formação. Posteriormente, o estudante terá contato com áreas aplicadas do conhecimento psicológico, onde aprenderá como aplicar o conhecimento das áreas básicas de forma prática. Por exemplo, é comum que nos dois primeiros anos o estudantes estudo Psicologia do Desenvolvimento Humano, e que nos anos seguintes aprenda a aplicar tal conhecimento em campos específicos, como a clínica, a psicopatologia, psicologia organizacional, etc.

Neste sentido, existem alguns tipos de disciplinas que podem ser consideradas básicas para a formação do psicólogo, motivo pelo qual passo a apresentar algumas das mais comuns encontradas nos cursos de graduação do Brasil:

Psicologia do Desenvolvimento Humano: Esta é disciplina que estuda as teorias do ciclo vital humano e suas fase de desenvolvimento. Várias teorias podem ser compreendidas nesta disciplina, como a do desenvolvimento psicossexual de Freud, ou as do desenvolvimento psicossocial de Erikson, ou a teoria genética de Piaget, dentre outras. Esta disciplina é importante para várias outras pois, somente entendendo o esperado “desenvolvimento normal” do sujeito, é que se pode teorizar sobre problemas de desenvolvimento, por exemplo; ou, somente entendendo a história do desenvolvimento da pessoa é que se pode conhecer a sua personalidade;

Psicologia da Personalidade: Esta disciplina é aquela que é a responsável por repassar aos estudantes as distintas teorias a respeito de como o ser humano estrutura a sua personalidade, que pode ser vista como uma espécie de identidade singular do psiquismo de cada sujeito. Algumas teorias da personalidade vão dizer que existem determinados tipos, traços ou padrões que identificam grupos em comum de sujeitos, e que por isso tais grupos devem ser estudados sistematicamente para que se tenha uma compreensão mais ampla do comportamento humano. Esta é uma disciplina extremamente importante para todas as áreas aplicadas do conhecimento da psicologia, assim como a Psicologia do Desenvolvimento Humano, e a;

Psicologia Social: Muitos estudantes pensam, inadvertidamente, que psicologia social é uma abordagem, ou uma teoria, NÃO! Psicologia Social é um campo do conhecimento da psicologia que pode ser entendido sob diversas teorias. Digo isto porque é comum, ao perguntar a um estudante de psicologia, sob qual a sua abordagem (teoria) de interesse, ele responder “eu gosto de psicologia social”. Mas psicologia social, como já dito, não é uma abordagem, mas um campo do conhecimento psicológico que pode ser estudado pelo olhar de diversas abordagens, ou seja: podemos ter uma psicologia social behaviorista, psicanalista, gestaltista, etc. Outra questão importante, muitas pessoas pensam de forma errônea que a psicologia social é um campo antagônico ao da psicologia clínica! NÃO! Como diria Lane (1989), “toda psicologia é social” (p. 19), e isso no sentido de que o homem, sendo um ente social deve ser entendido em sua socialidade, no sentido de que, mesmo na clínica, nas organizações ou onde quer que esteja, a sua socialidade está presente e se manifesta. A psicologia social irá estudar e tentar entender quais são os fatores sociais que estão presentes na constituição da personalidade ou no desenvolvimento deste sujeito. Logo, é importante ter mais do que uma “noção” de psicologia social, mas compreender quais são as implicações deste campo do conhecimento psicológico na vida do sujeito concreto.

Psicologia Geral e Experimental (ou processos psicológicos básicos): É a disciplina onde se estudarão os processos básicos relacionados ao indivíduo em nível biológico e comportamental. Esta disciplina tem como objetivo relacionar aspectos gerais da compreensão do comportamento observável do indivíduo, assim como processos relacionados às estruturas anatomofisiológicas do ser humano. É essencial para a compreensão de como o ser humano ser orienta conforme esquemas de reforçamento, punição ou mesmo através de princípios da economia comportamental. Esta disciplina está muito ligada ao Behaviorismo e Cognitivismo, por serem filosoficamente muito próximas, mas não são de sua exclusividade, uma vez que o conhecimento destas é de nível geral, e não teórico em específico.

Historia da Psicologia (ou História, Teorias e Sistemas em Psicologia): Também é uma disciplian de base, pois dá condições ao estudante de compreender o processo de constituição histórico da psicologia enquanto ciência e profissão e por dar um caráter introdutório às teorias e tradições do pensamento psicológico. Sem entender a história e as bases teóricas da psicologia, ainda que de maneira simplificada, abre-se espaço para que se produzam verdadeiros “produtos deformados” em nossa ciência e profissão. A história da psicologia é importante, e vai muito além do simples fator descritivo, porque esta é que dá sustentação às teorias psicológicas (abordagens) que falam sobre a personalidade, sobre a clínica, sobre as organizações, etc. Pode até não ser a disciplina mais querida pelos estudantes, mas com certeza é muito importante para que exista uma psicologia de qualidade.

Não estou postando-as aqui tentando dizer que são mais importantes que as outras, muito pelo contrário, todas as disciplinas da formação em psicologia são necessárias, na medida em que necessitamos sempre de um conhecimento plural e completo. O que evidencio neste texto é a tendência da criação de disciplinas gerais que servem de base para o conhecimento psicológico, das quais depende muitas teorias aplicadas. Isso também sem esquecer de disciplinas que são de campos de conhecimento afins à psicologia e que são extremamente importantes na formação, como ética profissional, filosofia, etc.

E fica também aberta a reflexão de que, caso tenhamos algum “buraco” na formação em alguma destas áreas, é necessário que revejamos e revisitemos a nossa formação, para que sejamos profissionais qualificados e de excelência no mercado de trabalho.

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Imagem: Extraída do Google Imagens

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Sobre o autor:

Murillo Rodrigues dos Santos: Psicólogo (CRP 09/9447) pela PUC Goiás (Brasil), com graduação sanduíche e estágio em terapia sistêmico relacional de casais e famílias pela Universidad Católica del Norte (Chile). Possui aperfeiçoamento profissional pela Brown University (Estados Unidos) e Fundación Botín (Espanha). Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (Brasil). Presidente da Rede Goiana de Psicologia.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Entre bares e bibliotecas: a relação entre o aulismo, rebeldia e a formação em psicologia



Quem nunca matou aquela aula chata para ir tomar uma “gelada” no bar da faculdade? Seja ele o Bar da Tia, o Biblioteca bar, o bar Pamonharia, o bar do Oswaldo, o bar do Aranha, o bar do Juca, o bar do Zé, o bar Quinta Aula, o Birutão Bar, o Espetinho Universitário, o Bar Rio, o Faculdade Bar, ou o nome que se dê! “Nooossa que horror” você deve estar pensando, principalmente se for alguém que acha que para ser um “bom psicólogo” você deve andar na linha: Tirar 10 em todas as matérias, não faltar aulas e se dedicar ferrenhamente às atividades de classe e ser um perfeito estereótipo de “Caxias”! Engana-se!

A pessoa que conhece a formação em psicologia, sabe que durante os 5 anos de graduação, o estudante irá se deparar com todo tipo de conteúdos, professores, teorias, e que, ao final destes sofridos anos terá que fazer uma escolha para a vida profissional, ao eleger uma ênfase para a sua formação: apesar de formar generalistas, a graduação prepara melhor seus estudantes nos últimos 2 anos para uma área de concentração, seja ela na psicologia clínica, escolar, hospitalar, comunitária, etc. Isso quer dizer que, durante os primeiros anos o estudante se entupirá de informações que podem ou não ser úteis para a vida profissional; digo isto, pelo fato de acreditar ser extremamente importante ao psicólogo, independentemente de sua orientação teórica, ter um conhecimento plural da maior parte de teorias que puder.

Mas é fato, senhores, que é impossível dominar com maestria e perfeição todas as teorias, tanto pelo fato de serem muito extensas, quanto pelo fato de serem múltiplas, e ainda pelo fato de serem ontológica, epistemológica e metodologicamente conflitantes na maioria das vezes. E quando se fala que você deverá escolher sua abordagem teórica para a psicologia, iniciam-se as preocupações entre os estudantes: os mais ansiosos começam a se preocupar antecipadamente com o tema, e os mais relaxados não se preocupam em nada, achando que poderão fazer um mix das abordagens (como se fosse uma vitamina ‘à moda’, preparada no liquidificador com todos os ingredientes da casa), e enrolam-se neste sofrimento, sem perceber que em grande parte das vezes, nos primeiros momentos de nossa caminhada, parte de nossas escolhas será norteada pela estética das abordagens e não necessariamente pelo seu conteúdo (que em grande parte é desconhecido pelos estudantes), que passarão a entendê-lo ao caminhar para o final do curso, sob a orientação de um professor especialista.

Mas o que acontece neste processo é o fato de que muitas vezes, tendo já se identificado com uma abordagem teórica, e já tendo um conhecimento razoável das outras, somos obrigados a nadar em conteúdos redundantes que são ministrados pelas disciplinas universitárias: estuda-se o comportamento tal na matéria x (do primeiro período), depois o mesmo conteúdo revisado na matéria y (do segundo período), para fazer outra revisão de pré-requisito de outra matéria (no quinto período), para fazer um estágio obrigatório (no sexto período), e isso sem a mínima vontade de fazê-la. Não estou também advogando a causa da liberação absoluta das obrigações intelectuais dos estudantes, para elegerem o que quiserem (ou qualquer espécie de anarquismo científico), mas também não sou favorável à dinâmica que encerra os estudantes em salas de aulas durante vários e vários períodos, falando de uma teoria que muitas vezes é mais abstrata do que se um literário estudasse física quântica (falta prática, falta interesse e falta ênfase).

Essa é a tese do aulismo, aquela que pensa o estudante como um ser que só será formado dentro de uma sala de aula (extensivamente), e que somente o professor é o responsável por transmitir um conhecimento (quase mágico), como se este fosse uma substância intelectual. Na bem da verdade, o aulismo não consegue entender a diferença entre informação e conhecimento: a primeira é simplesmente uma série de dados ordenados de forma lógica que são repassados de pessoa para pessoa e; o segundo é um processo de assimilação da informação de forma que os sujeitos que interagem neste processo construam uma teia de sentidos e significados e singulares para tal.

Isso quer dizer que a sala de aula não possui mais a hegemonia na formação dos estudantes, mas sim as relações entre os sujeitos concretos que se colocam no espaço e no tempo para resolverem problemas em comum. Isso explicaria porque tantas vezes, estudar no bar da faculdade, ou mesmo prosear com os colegas de classe é mais produtivo do que assistir à uma aula de 2 horas da qual não se produz nenhum sentido na relação entre os sujeitos. Por isso que grande parte das melhores ideais, parcerias, negócios ou mesmo teorias surgiram não em ambientes acadêmicos, mas em mesas de bar (uso a mesa de bar como alegoria para qualquer espaço informal do qual os sujeitos sejam livres para interagirem e criarem), um exemplo disso saiu em reportagem feita pela revista Exame, que pode ser acessada neste link.

Neste sentido, sempre encontraremos alunos que possuem grandes potenciais nas universidades, que receberão a marca da inquisição de alguns professores, sentenciando-os ao ostracismo acadêmico ou profissional, profetizando o insucesso futuro em sua profissão, pelo simples fato de não manifestarem o menor interesse em assistirem suas aulas: a questão é simples, para uma aula ser interessante, o professor precisar ter didática, dinâmica e autoridade (no sentido de ter domínio do conteúdo), e se ele não tiver, pelo menos um destes três, não há santo que faça o bar, com sua cerveja geladíssima, ótimas companhias, com boas conversas, perder para a aula.

O que eu quero dizer aqui, resumidamente, é que não é a aula que dota a pessoa de conhecimentos específicos sobre determinada parte da realidade: muitas vezes eu aprendi a escutar, a conter a ansiedade das pessoas, a não julgar, em situações não acadêmicas, que variavam de uma mesa de bar, a um ponto de ônibus. Mas isso só foi possível também, graças ao conteúdo adquirido de maneira institucional através de grandes mestres. Neste sentido, um dos critérios para entender esse delicado jogo é tentar mediar a situação pelo equilíbrio, saber a hora de cada coisa, e não simplesmente abraçar a rebeldia, jogar tudo para o alto e desperdiçar preciosos momentos formais de instrução por conta de uma caixa de cervejas ou uma “galera no boteco”, mas aprender a diferença entre o momento da necessidade de escape e o momento em que se deve dedicar-se ao indesejado.

Não é à toa que, grandes amigos e conhecidos psicólogos, dos quais hoje são excelentes profissionais, foram assíduos transgressores do aulismo na faculdade, e encontravam refúgio no bar, como um templo de descanso e criatividade; mas este “templo” poderia ser qualquer outro lugar: um centro acadêmico, uma atlética, uma liga acadêmica, uma biblioteca, ou o que quer que seja. É isto que temos que entender, tais espaços também fazem parte da formação dos psicólogos e de vários outros profissionais.

É por isso que o processo de seleção das melhores universidades do mundo, tanto de programas de graduação quanto de pós-graduação, valorizam as atividades extracurriculares, de cunho social, político, artístico e religioso tanto quanto as atividades de classe, mas o problema é que o Brasil ainda não entendeu esta ideia. Para que deixemos de encarar os comportamentos “rebeldes” dos estudantes de psicologia (ou de qualquer outra disciplina) como simples desinteresses individuais, é importante que compreendamos que existem mais fatores implicados neste processo do que uma e rápida observação pode aferir, e se este texto ajudou a pensar um pouco sobre esta dinâmica, vamos comemorar, porque conseguimos melhorar a nossa formação profissional.

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Imagem: Extraída do Google Imagens

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Sobre o autor

Murillo Rodrigues dos Santos, é psicólogo (CRP 09/9447) pela PUC Goiás (Brasil) com graduação sanduíche e formação em Terapia Sistêmico-Relacional de Casais e Famílias pela Universidad Católica del Norte (Chile). Possui aperfeiçoamento profissional pela Brown University (Estados Unidos) e pela Fundación Botín (Espanha). Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (Brasil). Atualmente é pesquisador pela CAPES/MEC e presidente da Rede Goiana de Psicologia.

terça-feira, 24 de março de 2015

Não, psicólogo! Você não é “doutor”...



...assim como também não o são advogados, médicos, juízes, promotores, ou qualquer pessoa que se julgue assim sem ter um título de doutorado! Isso mesmo, doutor não é pronome de tratamento, é titulação acadêmica, e estas são coisas totalmente diferentes: Em uma decisão fantástica do Supremo Tribunal Federal, em um caso esdrúxulo onde um juiz exigia ser chamado de “doutor” pelo porteiro de seu prédio, sendo que o magistrado teve sua causa indeferida com a mesma alegação do STF, houve o mesmo entendimento – Doutor é titulação, não pronome.

Apesar de todo o mi mi mi, principalmente da classe jurídica, alguns usando de um absurdo decreto da época do Império, que dizia respeito a advogados portuguesas na Corte Brasileira, fazendo uma interpretação descontextualizada e duvidosa, arrogam-se do direito de serem chamados por tal. Não! Advogados são advogados, juízes são meritíssimos! De igual forma se dá com a classe médica: Médicos não tem o direito de serem chamados de doutores simplesmente por terem feito uma graduação em medicina, com a residência ou especialização que forem.

Para isso, tenho que esclarecer algumas coisas - existem dois tipos de Pós Graduação no Brasil:
As pós do tipo Latu Sensu, são aquelas que o profissional, após ter se graduado, faz para obter o título de especialista em determinada área do conhecimento, específico de uma profissão. Ao final delas, cuja carga horária não deve ser inferior a 360 horas, o estudante pode operar com maior precisão determinado conhecimento de uma área específica do conhecimento. São especialmente mais voltadas e valorizadas pelo mercado de trabalho, especificamente por serem mais relacionadas com questões técnicas.

As pós do tipo Stricto Sensu, que são divididas em duas: Mestrado e Doutorado. Nestas, o profissional estará se qualificando, em 2 anos para Mestrado, e 4 para o Doutorado, a exercer a função de acadêmico, ou seja, um profissional apto para lecionar ou pesquisar nas universidades. No mestrado, a pessoa deve defender em um período de 2 anos uma dissertação científica em alguma área do conhecimento, sendo que após aprovado, se torna apto para dar aulas em cursos de Graduações(os especialistas também podem dar aulas em graduações, mas pela Lei 9394/96 uma porcentagem mínima obrigatória deve ser de docentes Stricto Sensu), e recebe o título de Mestre. No doutorado, após defender uma Tese, com caráter inédito para a ciência, o profissional recebe o título de doutor e está apto para dar aulas em Graduações e Pós Graduações.

Ainda existe o chamado Pós-Doutorado, ou Estágio Pós-Doutoral, mas este não é uma titulação acadêmica, propriamente dita, mas um período em que o doutor cumpre realizando pesquisas para aperfeiçoar parte de sua Tese ou mesmo outra ideia de pesquisa. Trata-se deu uma espécie de estágio para doutores.

Estas diferenciações, por mais simples que possa ser, parecem ser desconhecidas ou negligenciadas por parte dos profissionais de psicologia, pois muitos, depois de formados, colocam um “Dr.” ou “Dra.” na frente de seus nomes em cartões de visitas, nas redes sociais, nos jalecos profissionais, etc. Mas o que isso tem a ver? Além de ser um possível sinal de prepotência profissional, fere o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DA PSICOLOGIA:

"Art. 20: O psicólogo, ao promover publicamente os seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:
a) Informará seu nome completo, o CRP e o número de registro;
b) Fará referências apenas a títulos ou qualificações profissionais que possua."

Ou seja, para não incorrer em falta ética, é melhor observar atentamente a questão das qualificações, e para ajudar aos profissionais ou psicólogos, listo abaixo as abreviações das titulações para que não haja confuusão:

Gr.= Graduado (Usado para bacharéis ou bacharelas em psicologia que ainda não possuem inscrição no conselho)

Psic. ou Psi. = Psicólogo (Usado para profissionais de psicologia já inscritos no conselho, em conjunto com o número do CRP e do Registro)

Esp. = Especialista

Ms. = Mestre ou Mestra

Mstdo. ou Mstda. = Mestrando ou Mestranda

Dr. ou Dra. = Doutor ou Doutora (Muitas pessoas usam “Drº”, sendo que essa forma é gramaticalmente errada)

Drdo. ou Drda. = Doutorando ou Doutoranda

Neste sentido amigos, cabe-nos difundir conhecimento para minimizar práticas nocivas a nossa profissão, principalmente no que tange ao campo ético, da ostentação de determinadas titulações não para identificação, mas sim para afirmação de poder sobre pessoas e grupos. Ou seja, a não ser que você tenha feito um doutorado, você não é doutor!

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Imagem: Extraída do Google Imagem

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Sobre o autor:

Murillo Rodrigues dos Santos, é psicólogo (CRP 09/9447) pela PUC Goiás (Brasil), com graduação sanduíche e estágio em Terapia Sistêmico Relacional pela Universidad Católica del Norte (Chile). Possui aperfeiçoamento profissional pela Brown University (Estados Unidos) e Fundación Botín (Espanha). Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (Brasil). Atualmente é pesquisador pela CAPES/MEC e presidente da Rede Goiana de Psicologia.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Os 10 erros mais comuns do Calouro de Psicologia



Passo a elencar alguns fatores que podem apresentar-se como problemas, ou mesmo como erros, que parecem ser os “mais frequentes” entre os estudantes de Psicologia recém ingressados na faculdade. O objetivo deste texto não é suscitar nenhuma polêmica ou levantar qualquer tipo de generalização, pois não se trata de uma pesquisa científica, mas sim de uma reflexão sobre o cotidiano.

1. Se achar o Sr. “psicólogo” na primeira semana de aula
Esse é muito comum, por isso foi eleito o primeiro da lista: Muitas vezes o estudante acaba de passar no vestibular, nem fez a matrícula na universidade, e já todo orgulhos vai mudar o seu perfil nas Redes Sociais, na área educativa “Fulano cursa Psicologia na Universidade...”. E já passa a ser chamado de “psicólogo da família” (normal, quem não fica alegre com um filho, neto ou sobrinho aprovado em um vestibular), recebendo uma grande dose de reforçamento social, mas... Na medida em que o estudante vai tomando mais confiança em seu status, e isso geralmente ocorre ainda no primeiro período, ele pode passar a ver-se em um local onde percebe que, mesmo com um saber ainda inexistente ou insipiente na ciência, as pessoas já esperam algo dele por sua posição social (o senso comum também tem lá os seus fetiches com nossa profissão) e passa a dar “pareceres” com a famosa frase: “Eu acho que é isso...”... Enfim, resumindo este ponto: O erro é afirmar uma posição social para afirmação de um poder ilusório que existe na imaginação popular a respeito de nossa profissão.

2. Achar que sabe mais do que o professor
Também muito comum, pode ocorrer que, o estudante, por não concordar com o professor, passa a questioná-lo sempre, com a intenção de tentar desacreditá-lo ou deixá-lo em “saia justa” perante a turma. Geralmente este tipo de postura é feita por uma pessoa que tem traços desafiadores à figuras de autoridade e pode estar assentado sobre raízes de orgulho ainda não muito bem resolvidas. Não há nada de errado em discordar de um professor, afinal de contas, isso é privilégio para quem tem cérebro pensante, mas na medida em que isto se torna uma orientação constante, pode-se acender uma luz de preocupação. É uma questão de lógica: Um estudante de graduação de primeiro ano possui (via de regras) bem menos bagagem intelectual do que seu professor, que passou pela mesma graduação (em geral, de 5 anos), por uma especialização latu sensu (1 ano e 6 meses), por um mestrado (2 anos), por um doutorado (4 anos) e se brincar, por um pós doutorado (2 anos). Não que o tempo de estudo faça alguém melhor do que outrem, mas que, as sandálias da humildade para reconhecer o processo de construção intelectual de um professor é um excelente caminho para a construção de um bom aluno, isto é!

3. “Escolher” a sua abordagem no primeiro período
Muitos colegas encantam-se (ou sugestionam-se) facilmente nas primeiras semanas de aula. Alguns parecem sofrer um fascínio inexplicável pelo “Ratinho”, cujo comportamento acabaram de aprender a modelar no Laboratório de Psicologia Experimental; Outros se apaixonam pela ideia de “inconsciente” ou “libido” na sua primeira aula de História (ou Matrizes) da Psicologia, ou por qualquer outro construto de qualquer teoria. Mas o fato é que, em um período, dois, três ou pelo menos por boa parte da graduação, é muito difícil afirmar-se fazer parte de determinada “escola de pensamento”, sem conhecer a fundo tão escola e, pelo menos, superficialmente as outras. Escolhas justas devem ser feitas sob “pé de igualdade” ou pelo menos quando a “Descrição das contingências do comportamento de escolha estiverem bem especificadas”... Enfim, e acredito que posso afirmar isso com grande eco de concordância de meus pares da academia: Escolher uma abordagem tão cedo na carreira acadêmica é algo extremamente perigoso, simplesmente porque pode fortalecer o processo de ausência de reflexão crítica a respeito da própria ciência que se pratica, afinal, é preciso saber pelo menos algo sobre dois “produtos” para poder escolher entre eles.

4. Tentar usar o termo científico “novo” que aprendeu para explicar tudo
Essa é muito marcante, e engraçada na maioria das vezes: O estudante acaba de aprender o que significa “Reforçamento Positivo” e usa isso para tudo – “a professora me reforçou positivamente na prova”, “essa tarefa não me reforça positivamente”, e etc, etc... O que acontece é que, salvo exceções, termos científicos são feitos para serem usados em situações científicas e não para ser um “comportamento ecóico” na vida social. E isso serve para todas as abordagens, ou ramos do conhecimento, exemplo: Achar que uma criança tem “retardo mental” ou “atraso no desenvolvimento cognitivo” em uma avaliação somente porque errou algumas questões, justamente pelo estudante desconsiderar outras questões como uma instrução mal realizada, ou mesmo um histórico de pobre estimulação social da criança. Enfim, é preciso ter mais parcimônia no uso de determinados termos que foram muito “caros” ao conhecimento psicológico.

5. Interpretar teorias sem ter uma leitura completa
Este é o famoso achismo teórico que também recheia a academia: “Acho que Freud era um tarado” (por não ter entendido bem a teoria sobre a libido), ou “acho que Skinner era um simples condicionador de pombos” (sem ter lido uma linha sequer de seus trabalhos). Enfim, é “achar” coisa demais para quem “procurou de menos” – é preciso ler sobre um autor para poder criticá-lo. Não que você não possa emitir opiniões parciais sobre um tema, mas deve-se deixar claro o fato de que são apenas parciais para não haver a manutenção de preconceitos sobre teorias.

6. Tentar categorizar todas as pessoas em rótulos
Tentar agrupar todos os conhecidos em categorias que acabou de conhecer na universidade: Fulana é esquizofrênica, Ciclano é Superdotado, Beltrano éTDAH... A questão é que para ser psicólogo não é preciso colocar pessoas em rótulos, mas saber o que fazer com a pessoa por trás do rótulo. Justamente por ter um conhecimento muito parcial das teorias, os calouros podem correr o risco de colocar um “diagnóstico” em uma pessoa e, causar-lhes inúmeros prejuízos para com isto.

7. Agarrar-se aos seus preconceitos e visão de mundo para “combater” teorias
Por ser religioso, político, feminista, machista, capitalista, comunista, socialista, malabarista, pianista, vigarista, turista, ou qualquer “ista” que conste em qualquer lista. Pessoas que participam ou se reconhecem como parte ou membro de algum grupo: Existe certa tendência natural à defesa de suas crenças e fé nos “primeiros impactos”, afinal de conta, a Psicologia enquanto ciência envolve a necessidade de um pensamento muito flexível e pronto para abalar certezas – estas que são o estandarte de determinadas filosofias ou dogmas de distintos grupos sociais.

8. Fechar-se para novas idéias
Justamente por todos os pontos anteriores, fechar-se em suas teorias, focando-as de modo a não enxergar nenhuma outra, faz com que ocorra um empobrecimento intelectual diante da falta de busca e incentivo à pesquisas.

9. Fazer grupos sociais muito restritos
Essas são as famosas “panelinhas”, e são muito comuns em todo agrupamento psicológico relativamente imatura e ainda não coeso. O processo de formação de subgrupos é relativamente comum em grupos iniciais – todavia, criar grupos com as “fronteiras” muito cristalizadas poderá fazer com que o estudante se perca em relações sociais que fortalecem suas feridas narcísicas. Estudantes de psicologia tem entre seus colegas um laboratório perfeito para aprenderem sobre questões interrelacionais.

10. Querer interpretar tudo e todos
E por último, mas para fechar com chave de ouro, faço referências a este item que encaixa-se perfeitamente ao nível 1 (até por suas semelhanças) como o fenômeno das pessoas consideradas chatas entre seu grupo de amigos simplesmente pelo fato de tentar interpretar cada espirro alheio como um ato “falho” ou coisa que o valha.

Enfim, esta lista pode compreender algo sobre a realidade de uma parte dos calouros, mas cabe-nos ressaltar que, cada um destes itens, que por mais figurativos que sejam, podem ser comuns na vida de umas pessoas. Na medida em que os próprios estudantes de psicologia passarem a ser dar conta dos processos psicológicos que os perpassam todos os dias, ficará mais fácil perceberem como superar os seus erros mais comuns.

Já vivenciou algum destes ou passou por estas etapas? Sorria, a maioria de nós passamos (ou quase todos)... O jeito é compreender que é uma fase natural do nosso processo de formação, o problema se dá quando nos recusamos a refletir sobre o assunto e não superamos esta etapa. Por isto, o jeito é, olhar para o nosso passado e tê-lo como uma grande e exemplar "linha de base" para nossa formação acadêmica, científica e profissional.

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Sobre o autor

Murillo Rodrigues dos Santos, é psicólogo - CRP 09/9447 (PUC Goiás - Brasil), com graduação sanduíche na Universidad Católica Del Norte (UCN – Chile). Mestrando em Psicologia (UFG – Brasil). Atualmente é pesquisador pela CAPES e preside a Rede Goiana dePsicologia.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Cursos de Psicologia no Estado de Goiás: Quais são e onde estão


Este texto tem como objetivo fornecer um pequeno guia sobre quais são as possibilidades de se curar psicologia no Estado de Goiás. Lembrando que as informações publicadas são mais para esclarecimento e para direcionar buscas posteriores.

O primeiro curso de Psicologia do Estado de Goiás foi criado no ano de 1973 na cidade de Goiânia, na Universidade Católica de Goiás (Atual PUC Goiás), detendo o monopólio do ensino superior desta ciência até meados dos anos dois mil, época em que começou a expandir-se a rede de Ensino Superior em Psicologia no Estado.

Segue abaixo uma lista dos cursos atualmente disponíveis (2014):

Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás): Como já citado anteriormente, a instituição foi fundada no ano de 1973 (completando 42 anos em 2015), e atualmente possui um cerca de 1200 estudantes em Psicologia, com cerca de 100 professores. O curso tem duração normal de 5 anos, e é o melhor avaliado no Estado de Goiás, de acordo com o Ranking Iberoamericano de Psicologia (SIR 2011). É uma universidade particular (a mais cara do Estado) e com a melhor estrutura laboratorial para o curso (apesar de continuar carecendo de maiores investimentos), duas clínicas escolas. O curso conta com 5 Núcleos de Pesquisa:
1.       LAEC: Laboratório de Análise Experimental do Comportamento
2.       NEP: Núcleo de Estudos Psicossociais
3.       NIAF: Núcleo da Infância, Adolescência e Família
4.       NUPAICC: Núcleo de Pesquisa, Aplicada e Intervenções Comunitárias e Clínicas
5.       NPPS: Núcleo de Psicopatologia e Psicologia da Saúde
Atualmente o curso também conta com pós graduação latu (especializações) e stricto sensu (mestrado e doutorado). As turmas são semestrais, geralmente com 150 vagas no primeiro semestre e 100 vagas no segundo, e as aulas são exclusivamente ministradas em Goiânia. Maiores Informações: http://www.pucgoias.edu.br/ucg/prograd/graduacao/home/index.asp?id_unidade=53 ou pelo telefone: (62) 3946-1097




Universidade Federal de Goiás (UFG): A primeira e única IES (Instituição de Ensino Superior) pública do Estado a oferecer um curso de Psicologia, cujo curso foi fundado no ano de 2006, contando com aulas nas cidades de Goiânia, Jataí e Catalão. Possui o peso educacional de ser uma Universidade Federal, tendo já, em quase 10 anos de curso, construído um notável corpo docente. O curso possui relativa estrutura laboratorial, com professores atuando em regime de Dedicação Exclusiva, sendo que parte destes são formados em outros Estados do Brasil. Geralmente abrem-se 45 vagas por ano para o curso, com formação em Bacharelado e Licenciatura. A Universidade Federal de Goiás é a segunda IES de Goiás a constar no Ranking Iberoamericano de Psicologia (SIR 2011), na 122ª colocação.
No ano de 2014 abriu-se a sua primeira turma de Mestrado em Psicologia, sendo também a primeira Universidade Pública do Estado a ministrar uma Pós-Graduação Stricto Sensu na área. Maiores informações pelo site: https://www.ufg.br/p/6080-psicologia ou pelo telefone (62) 3209-6211.




Universidade Paulista (UNIP): A instituição foi uma das primeiras a aparecer no cenário do Ensino Superior em Psicologia no período de anos 2000, desafiando o monopólio educacional da PUC Goiás e oferecendo uma outra alternativa para a formação em Psicologia no Estado. Também sendo uma Universidade Particular, demonstrou-se uma possibilidade para as pessoas que desejavam formar-se na área. Possui uma estrutura curricular padronizada em relação às outras unidades da mesma instituição no país e tem se consolidado cada vez mais na área em Goiás. Para maiores informações: http://www3.unip.br/ensino/graduacao/tradicionais/hum_psicologia.aspx ou pelo telefone: (62) 3239-4000.




Faculdades Alves Faria (ALFA): O curso de psicologia da ALFA é ministrado nas unidades Perimentral e Bueno. Existente desde 2001 foi uma das primeira opções de instituição de ensino superior particular de Psicologia na capital Goiânia posteriores à PUC Goiás, e com uma das mensalidades mais acessíveis da região. A duração do curso é de 5 anos e suas aulas são ministradas no período noturno. Por ter como slogan e o objetivo se consolidar como a “Melhor Escola de Negócios da Região”, parece ser mais focada nas áreas organizacionais e da Psicologia do Trabalho. Mais informações: http://www.alfa.br/graduacao/cursos/psicologia - (62) 3272-5000





Faculdade Estácio de Sá de Goiás: Com a primeira turma aberta no primeiro semestre de 2011, o curso tem a duração de 5 anos em estado presencial, e as aulas são exclusivamente ministradas em Goiânia. É mais uma opção para os candidatos à Academia de Psicologia no Estado de Goiás. Ainda está formando a sua primeira turma, ao passo que o mercado de trabalho ainda carece de maiores informações e expectativas sobre os profissionais formados por esta instituição. Maiores informações pelo site: http://portal.estacio.br/unidades/faculdade-estacio-de-sa-de-goias/cursos/graduacao/bacharelado-e-licenciatura/psicologia.aspx ou pelo telefone: (62) 3601-4900



Universidade Salgado de Oliveira (Universo): O curso de psicologia teve autorização do MEC para iniciar as suas atividades nesta Universidade no ano de 2011, ao passo que já conta com uma matriz curricular estruturada, fruto da experiência de outras unidades desta universidade no país. O curso é oferecido semestralmente. Maiores informações pelo site: http://www.universo.edu.br/portal/goiania/graduacao/psicologia/ ou pelo telefone: (62)3238-3056




Faculdade Anhanguera de Anápolis (FAG):  A faculdade Anhanguera de Anápolis faz parte de um complexo educacional com atuação em grande parte do Brasil. O curso de Psicologia nesta instituição deu-se com início no ano de 2005, sendo a primeira na cidade de Anápolis, e uma das primeiras fora da capital. Suas turmas são semestrais. Para maiores informações, visite o site: http://www.anhanguera.com/graduacao/cursos/psicologia.php?estado=GO&cidade=An%E1polis&unidade=Faculdade%20Anhanguera%20de%20An%E1polis ou pelo telefone: (62)3098-3838



Unievangélica: O curso teve autorização do MEC para iniciar seu funcionamento no ano de 2013, sendo a segunda IES de Anápolis a oferecer formação na área. O curso é presencial, ministrado exclusivamente na cidade e com permissão para abertura de até 120 vagas. Maiores informações pelo site: http://www.unievangelica.edu.br/curso.psicologia/ ou pelo telefone: (62)3310-6600




Universidade de Rio Verde (UniRV): O primeiro curso de Psicologia do Sudoeste goiano deu início às suas atividades na cidade de Rio Verde no ano de 2002. Com autorização para 80 vagas, tem periodicidade semestral e já se consolidou na região como IES em Psicologia. As aulas são ministradas exclusivamente na cidade de Rio Verde. Maiores informações pelo site: http://www.fesurv.br/graduacao_curso.php?id=13 ou pelo telefone: (64)3611-2294



Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara (ILES/ULBRA): Estabelecida no Sudeste do Estado de Goiás em Itumbiara, possui autorização do MEC desde 2005. Sua formação segue os tradicionais 10 períodos (5 anos) e suas aulas são ministradas no curso noturno. Possui a disposição de 100 vagas anuais com um corpo docente de 11 professores. A Ulbra tem recebido atenção especial por estar demonstrando uma boa capacidade de desenvolvimento como uma nova instituição de ensino superior no estado, apresentando bons resultados no ENADE e no Guia do Estudante Abril, consolidando-se como instituição do Ensino Superior de Qualidade do Sudeste goiano. Mais informações: http://www.ulbra.br/itumbiara/ - (64) 3433-6542



Faculdades Instituto de Educação Superior de Goiás (IESGO) : Localizada na cidade de Formosa, a IESGO recebeu autorização para sua turma de psicologia no ano de 2009. Seu curso tem, como os demais a duração de 10 semestres.
Mais informações: http://www.iesgo.edu.br/  - (61) 3642-1900




Faculdade Mineirense (FAMA) : O primeiro curso de Psicologia da cidade de Mineiros abriu suas portas no ano de 2011, com capacidade semestral para 200 estudantes.   Colocou-se como mais uma oportunidade para o estudo da Psicologia longe da capital, para atender a demanda do Sudoeste Goiano, terreno onde somente a cidade de Rio Verde sediava um curso anteriormente. Maiores informações pelo site: http://www.famafaculdade.com.br/psicologia.php ou pelo telefone: (64)3672-0007



Centro Universitário de Mineiros (Unifimes): O curso de Psicologia desta IES da cidade de Mineiros, teve início de suas atividades no ano de 2012, para fazer frente à demanda de 12 municípios da região. O curso tem autorização para ingresso semestral de 80 estudantes. Mais informações pelo site: http://www.fimes.edu.br/#!paginas/curso/curso.php?id=10 ou pelo telefone: (62) 3672-5117




Faculdade de Ensino Superior de Catalão (CESUC): O curso de psicologia começou nesta IES ainda no ano de 2014, sendo o curso superior na área mais novo no Estado de Goiás. Possui autorização do MEC para 120 vagas e sua periodicidade é semestral. Maiores informações pelo site: http://www.cesuc.br/Psicologia,INF,TWpNdw,TVRBPQ.rb ou pelo telefone: (64)3441-6200